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Seis ensinamentos sobre o filme “Alice no País das Maravilhas”

As 6 lições em Alice no país das maravilhas

O filme “Alice no país das maravilhas” e “Alice no país das maravilhas – Através do Espelho” faz um jogo entre o mundo real e um mundo subterrâneo, cheio de fantasias e animais falantes. A personagem principal, Alice, se vê entediada com o mundo real e acaba “caindo” em um buraco, em virtude de ter seguido um coelho branco que a leva até o mundo subterrâneo.

Lá, Alice descobre um novo universo e vive aventuras que a conectam com ela mesma e o mundo real. A obra traz importantes ensinamentos para nossa vida pois apesar de se tratar de uma de ficção, Alice, com sua curiosidade, aprende a explorar o mundo e ensina maneiras de ver e lidar com a vida de forma grandiosa.

O texto foi escrito pela Psicóloga Thais Costa, que atende em Curitiba. Não deixe de segui-la nas redes sociais @psithaiscosta. E por agora, desejamos uma boa leitura!

Primeiro: A importância da palavra

Alice, quando criança, costumava ter pesadelos sobre o mundo subterrâneo apontado no filme, e com bichos falantes. Quando Alice contou para seu pai tais pesadelos, ela o questionou se não estava “maluca”, em que este lhe respondeu: “sim, você está maluca, pirada e com um parafuso a menos, mas vou lhe contar um segredo: estas são as melhores pessoas”.

Isto fez muito sentido para a pequena Alice, e com tal voto de confiança e encorajamento, ela pode se desenvolver uma jovem questionadora, criativa e confiante, o que foi fundamental para seu desenvolvimento.

Mesmo após a morte física de seu pai, as palavras dele permaneciam vivas na memória de Alice. Isso nos leva a pensar sobre o peso e a importância das palavras daqueles que são referências na vida de alguém pois, mesmo de longe, essas palavras continuavam ressoando na cabeça de Alice, e a inspirando em como agir em sua vida.

Segundo:As atitudes de Alice não eram condicionadas pelo que os outros pensavam dela

Alice foi repetidamente criticada por suas atitudes, maneiras de pensar, decisões e até sua aparência, mas em nenhum momento isso a impediu de seguir. Sua roupa era tida como “inadequada” para um festa nobre, e ela não se importava com isto. Em certo momento, ela até indagou quem deveria dizer o que é certo ou não para se vestir.

Em “Alice no País das Maravilhas – Através do Espelho”, ela se inspira em seu pai e passa a comandar o navio dele, sendo duramente criticada pelos que estavam por perto. Pelo fato de ser uma mulher que comandava o navio e em virtude da época em que vivia, marcada por uma sociedade cheia de normatividades e costumes tradicionais, a personagem não deixou as críticas e os julgamentos lhe impedirem de viver da maneira como queria.

Terceiro: Alice sabia dizer “não”

Quando imposta pela sociedade de que ela deveria se casar com o Duque Hamish, Alice após voltar do mundo subterrâneo, conseguiu dizer “não” na frente de todos, dizendo que este não era um homem para ela. Isso mostra que a personagem neste momento conseguiu se conectar com ela mesma e reconhecer quando uma situação ou pessoa não lhe faria bem.

Quarto: Alice se importava com as pessoas ao seu redor

Alice demonstrava empatia por aqueles que a rodeavam. A personagem desenvolveu uma importante amizade com o “Chapeleiro”, e no filme “Alice no País das Maravilhas- Através do Espelho” sua amizade e postura de se importar com o amigo foi fundamental.

O “Chapeleiro” acabou entrando em uma crise em que passou a acreditar que seus pais estavam vivos, mesmo após o ataque da Rainha de Copas contra sua família. Entretanto, o Chapeleiro não tinha força suficiente para ir atrás dos pais, sendo consumido por uma tristeza profunda, se isolando em sua casa, e não interagindo mais com o mundo externo. O apoio de Alice foi fundamental para salvar o amigo.

Quinto: Alice fez as pazes com o tempo

No início do filme “Alice no País das Maravilhas- Através do Espelho”, a personagem achava que era possível voltar ao tempo e mudar o rumo e destino da vida das pessoas, se colocando nessa aventura para ajudar o “Chapeleiro”. Contudo, ao longo do filme e das constantes tentativas, Alice compreendeu que não era possível mudar o passado, mas que era possível aprender com ele.

Sexto: Alice acreditava em si mesma

Alice entendia que tudo era possível. Ela tinha uma frase que repetia constantemente, pois aprendeu com seu pai: “Antes do café-da-manhã eu penso em seis coisas impossíveis”. Neste pensamento, ela pensava que o impossível só era impossível se assim ela o acreditasse, não medindo esforços para alcançar o que ela queria.

Aqui, faço uma ressalva pois entendo que no mundo real nem tudo é possível e que temos que reconhecer nossos limites, sabendo que o medo em certas circunstâncias acaba nos protegendo e que há determinadas coisas que exigem treino e esforço diário para serem conquistadas. Contudo, esse impulso que Alice tinha para fazer as coisas, a levava a descobrir um mundo novo.

Finalmente, diante destes seis ensinamentos, é possível aprender com Alice de que é necessário acreditar em si mesmo, saber que você é capaz e ter coragem de encarar os desafios que a vida lhe impõe.

E você, também acha que pode aprender algo com Alice?

Reflexão proposta pela psicóloga Thais Costa. Gostou do trabalho dela? Não deixe de segui-la nas redes sociais @psithaiscosta e caso seja de seu interesse agendar uma sessão, você pode encontrar o perfil dela, e de outros profissionais para agendamento em nosso site! Clique aqui para conhecer o nosso projeto!

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